sábado, 18 de dezembro de 2010

PRODUTO FINAL




Os alfinetes representam a barreira que cada individuo cria. É essa verdadeira fortaleza que separa as pessoas. A cor preta simboliza a obscuridade, o vazio e a solidão. O interior liso é a intimidade e a separação dos sólidos a individualidade. Por vezes, sólidos juntam-se sem que entre eles exista a barreira de alfinetes, isto simboliza as pessoas com quem nos sentimos à vontade. 


MATERIAL

EVOLUÇÃO DO PROJECTO






SÓLIDOS

PLANIFICAÇÕES

EXPLORAÇÃO DE IDEIAS - Indivíduo

EXPLORAÇÃO DE IDEIAS - Crise

CONCEITO

Arriscar? Mas isso não é o que fazemos constantemente? Falo por mim… Quanto mais arrisco mais quero arriscar. Sabe bem quando fazemos algo que nos parece disparatado e, que por acaso ou por engenho, dá certo. É para mim uma grande satisfação quando vejo a minha criatividade a fluir através das minhas mãos.. 

Neste trabalho quero retratar o indivíduo da forma mais criativa que conseguir. Quero mostrar através de simetrias, linhas paralelas, perpendiculares… O que todos temos em comum. Este vai ser, neste trabalho, o meu grande risco

Palavras chave:
          Individuo
          Fortaleza
          Risco


DESAFIO

« (…) “Já sete horas”, disse para consigo ao ouvir de novo o despertador, “já sete horas e um nevoeiro destes.” E durante uns instantes ficou quieto, respirando baixinho, como se esperasse do silêncio absoluto a reposição da situação real e natural. (…) preparou-se para balançar o corpo a todo o comprimento, fazendo-o cair assim de uma vez de cima da cama. Se se deixasse cair desta maneira, a cabeça, que ele levantaria ao máximo ao tombar, não devia sofrer nada. As costas pareciam ser duras, e não lhes aconteceria nada se caíssem em cima do tapete. O que mais o preocupava era a ideia do estrondo que isso iria provocar, e do susto, ou pelo menos da preocupação que tal baque iria causar atrás de todas as portas. Mas era preciso arriscar. (…)» (“A Metamorfose”, Franz Kafka)

Mas é preciso arriscar... e tu, o que estás disposto a arriscar?

PEÇAS DE DESIGN - exemplos

MÉTODO EUROPEU - Exemplo

PERSPECTIVAS




Perspectiva Isométrica





Perspectiva Dimétrica






Perspectiva Cavaleira

INFORMAÇÕES TEÓRICAS - anotações

  • Design - desígniodesenho que foi pensado para uma determinada função
  • Design industrial - Desenho de um produto (com uma determinada função) - Produção em massa
  • Princípios do Design - menos é mais
  • Disciplinas Fundamentais do design: antropometria; ergonomia (avalia as relações mais vantajosas entre os valores conjuntos da fisiologia, anatomia e psicologia humanas)
  • Materiais: Metais; Madeira; Polímeros (Plásticos).
  • Trabalho: Artístico (peça única); Artesanal (objecto tradicional); Industrial (produção em massa com função utilitária)
  • Funções: Utilitária; Económica; Ecológica; Didáctica; Estética/simbólica; Social...

PROPOSTA FINAL- tridimensional

EXPLORAÇÃO DE IDEIAS - 4º ideia








PROPOSTA FINAL- bidimensional

EXPLORAÇÃO DE IDEIAS - 3º ideia





sábado, 30 de outubro de 2010

RELATÓRIO/1º VISITA DE ESTUDO

A CULPA NÃO É MINHA!
A culpa não é minha é uma exposição exposta actualmente no museu Berardo, em Belém, no CCB. Nela encontrámos peças da colecção privada de António Cachola no passado dia 19 de Outubro. O nome desta exposição é tirado de uma das peças expostas, a de João Pedro Vale, “mea culpa non est”. Durante a exposição encontramos variadíssimas obras, todas elas de autores portugueses como: João Tabarra; Vasco Araújo; Alexandre Estrela; Pedro Cabrita Reis; João louro; José Pedro Croft; Rui Calçada Bastos; Noé Sendas; Susan Themlitz; entre outros… E estas variaram entre escultura, pintura, fotografia e ainda vídeo.
Ao longo da visita fomos parando para analisar várias obras como a instalação de Vasco Araújo “Diva - A Portrait”; “O encantador de serpentes”, vídeo de João Tabarra; “O Homem em quatro paredes” de Alexandre Estrela; “Sinais” de João Louro; “Versus” de Noé Sendas; “O estado de sono” de Susan Themlitz; entre outros. 


Diversos

Porém aquela que mais me marcou foi a de José Pedro Croft, “Sem título”,  Porque na minha opinião é a que mais nos choca.
"Sem título" José Pedro Croft
Esta obra consiste na instalação de três estruturas principais quase arquitectónicas pois utiliza formas geométricas onde são encaixados diversos espelhos. Tal como monitor, Hugo Barata, nos contou, esta é uma peça a que as pessoas têm tendência a fugir. O confronto com a imagem, aliás com a nossa própria imagem é algo que por vezes não queremos enfrentar. É normal que ao acordar, quando vamos lavar os dentes a vejamos, mas isso é num contexto íntimo, sentimo-nos à vontade por tal pois faz parte da nossa rotina. Durante o dia, não fazemos a ideia de como estamos visualmente e isso não nos incomoda, mas ao entrar naquela sala do museu Berardo é impossível fugir a isso, mesmo que seja apenas em passagem vemos por todo lado a nossa imagem, exposta na própria obra de arte. É esta interacção que tanto me fascinou. Não é normal um artista deixar os observadores modelarem a sua obra, transformando-a constantemente. Porém esse é o objectivo deste autor. É a dinâmica do museu que lhe confere vida, é esse movimento que permite que a imagem não fique presa, estática. Se repararmos bem, esta é uma peça que está em constante metamorfose, é impossível que alguém consiga ver a imagem completamente estática, como seria num quadro. Em cada vez que uma pessoa se mexe, mesmo que esse movimento seja quase imperceptível a imagem modifica-se. É talvez por isso que o autor opta por não dar um título concreto à obra,  chama-lhe “Sem título” porque este depende muito do observador, depende essencialmente das sucessões das acções captadas em cada um dos espelhos. Encaro portanto esta obra como um vídeo pois é, tal como ele, uma sucessão de imagens.      

"Sem título", José Pedro Croft


domingo, 24 de outubro de 2010

RELATÓRIO/1º AULA DE TÊXTEIS

A aula de tecnologias têxtil realizada no dia 21 de Setembro de 2010 iniciou-se com a apresentação dos professores Orenzio Santi e Ana Gonçalves que com a projecção de slides nos mostraram o que é esta tecnologia e em que especifica se insere e abordaram também quais as possíveis saídas profissionais.
Foi-nos também dada a planificação das seis aulas previstas.
Através do powerpoint foi-nos dado a conhecer vários artistas e algumas das suas obras originais.

Chisto e Jeanne Claude 

Joana Vasconcelos

Louise Bourgeois


 Tivemos oportunidade de esclarecer as nossas eventuais dúvidas acerca do que se trata na realidade da tecnologia.
            Os têxteis não são destinados ao fabrico exclusivo de roupa, antes pelo contrário, na disciplina iremos aprender a manipular os diversos materiais têxteis, tentando-o sempre fazer de uma forma criativa, usando várias técnicas, como, aplicar, sobrepor, revestir, franzir, pontear, pespontar, stitch, bordar, colar, engomar, tingir e stencil.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

EXPLORAÇÃO DE IDEIAS - 2ª IDEIA

Comecei a pensar na simbologia com que as minhas palavras chaves se poderiam identificar. Depois de muito reflectir decidi arriscar e passar para outra ideia tendo sempre como objectivo representar da melhor forma o meu conceito.
Nesta segunda ideia inspirei-me mais no tempo. Nas camadas de tempo.




Tal como em rochas sedimentares nós somo “compostos por camadas” toda a nossa cultura, as nossas vivências, experiências e relações constroem o nosso ser. E este pode ser influenciado por tudo o que nos rodeia, e são todas essas pressões que ao fim dos tempos nos podem modificar acabando-nos por nos assemelharmos a complexas rochas metamórficas. Este projecto representa uma primeira fase…


EXPLORAÇÃO DE IDEIAS - 1ª IDEIA



A minha primeira ideia surgiu depois da primeira aula de tecnologias têxteis, após ver uma imagem de uma boneca com os cabelos em pé.
Os professores aconselharam-nos a pensar na nossa própria metamorfose a partir dessas imagens, foi o que fiz.
Pus-me no lugar da boneca e imaginei que meus cabelos revelavam as minhas mudanças (interiores) ao exterior através de símbolos...







E a ideia começou a modificar-se … inspirando-me também na teoria do big-bang, substitui a simples boneca por uma bola que, supostamente, me representava. Fazia-o obviamente a través de uma forma abstracta. Essa bola, continha tudo aquilo que faz parte de mim, como a minha cultura, as minhas aprendizagens, as minhas experiências, etc…





domingo, 17 de outubro de 2010

REFERÊNCIAIS/PESQUISA



METEDOLOGIA PROJECTUAL, Bruno Munári


DESAFIO/CONCEITO

Desafio : Hoje acordei diferente.. O que é que mudou em mim?

Conceito: Hoje acordei diferente, com mais certezas e sem medo de seguir o que realmente quero. Acordei essencialmente mais feliz e confiante porque me sinto realizada.

Palavras chave :
  • Certezas
  • Coragem
  • Felicidade

O projecto baseia-se num conceito de mudança, a minha metamorfose.  Não me refiro a uma mudança repentina, é um acordar diferente mas gradual. Uma diferença que apenas tomei realmente conhecimento e consciência quando me perguntaram: “Hoje acordaste diferente. O que é que mudou em ti?”. De um dia para o outro reparei que tinha mudado. Esta mudança foi propositada, de certa maneira trabalhei para isso, tive de lutar por isso, tive de mudar para isso. Porém, só nesse dia é que eu me percebi que tinha começado a moldar a minha vida à minha maneira. E ai, tive a certeza de que tinha tomado a atitude mais acertada, pois quando vi que estava a tomar um rumo que não deveria ser o meu, fiz de tudo para mudar isso. Foi fácil? Não! Mas se eu quisesse escolher o caminho mais fácil nunca teria mudado.

A METAMORFOSE, Franz Kafka


 “Um dia de manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregor Samsa deu por si na cama, transformado num gigantesco insecto. Estava deitado sobre o dorso, tão duro que parecia de metal, e, ao levantar um pouco a cabeça, divisou o arredondado ventre castanho dividido em rijos segmentos arqueados, sobre o qual a colcha dificilmente mantinha a posição e estava a pontos de resvalar complectamente. As inúmeras pernas, que eram miseravelmente finas, comparadas com o resto do corpo, agitavam-se desamparadamente perante os seus olhos.
 «Que me aconteceu?» pensou. Não era nenhum sonho.”

“A Metamorfose”, Franz Kafka